Memórias de Um Antigo Natal


Nas ruas frias, iluminadas de ouro,  
as montras brilhavam como pequenos tesouros.  
Olhos de criança, abertos em encanto,  
viam nos brinquedos um sonho sem pranto.  

Bonecas sorrindo, soldados alinhados,  
carrinhos de lata, mundos inventados.  
Cada vitrine era um palco de luz,  
onde o espírito do Natal se traduz.  

O verdadeiro Natal vivia nas crianças,  
na esperança pura, nas doces lembranças.  
Brinquedos simples, companheiros de horas,  
guardavam segredos, histórias sonoras.  

E assim, no tempo que já se foi,  
o Natal era magia que nunca se destrói.  
Entre risos, desejos e mãos pequeninas,  
morava o encanto das noites divinas.  

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