A Nostalgia Bate à Porta


A Nostalgia Bate à Porta


A nostalgia bate à porta em silêncio,

Trazendo memórias, perfumes do vento,

Ecos de risos em tardes douradas,

Pedaços de um tempo que já foi vivido.

Folhas que caem, suaves no chão,

Como lembranças, desdobram-se em vão

Fotos antigas, amareladas pelo sol,

Despertam sorrisos, e um leve arrebol.

No doce embalo de um velho refrão,

Ouço vozes que vêm do coração,

Amigos de infância, lugares que amei,

Tessituras da vida, do que fui e serei.

Em cada canto, um fragmento de nós,

O tempo, guardião, em sua lenta voz,

Conta histórias de um passado gentil,

Em cada lembrança, um sonho sutil.

E assim, a nostalgia, eterna e serena,

Abraça a alma, sem pena, nem pena,

E nos convida a reviver, a sentir,

Os dias que passaram, e os que hão de vir.


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